O título, provocativo, foi escolhido intencionalmente para um blog sobre Direito Médico e da Saúde, escrito por alguém que se autodenomina “Especialista em Direito Médico”. Afinal, como pode não existir algo que dá nome à própria área de atuação?

A verdade é que a expressão “Direito Médico” serve para designar um conjunto de matérias jurídicas relacionadas à atividade médica e ao setor da saúde como um todo. Essa classificação é perfeitamente legítima, assim como existem o Direito Aeronáutico, o Direito das Energias e outros ramos especializados.

No entanto, a provocação tem um propósito: destacar que não há um código ou mesmo um sistema normativo exclusivo no Direito Brasileiro dedicado à regulação da saúde. As normas aplicáveis são dispersas e estão espalhadas por diferentes áreas do Direito.

Onde estão as normas

Situação Ramo aplicável
Indenização por erro médico Código Civil e Código de Defesa do Consumidor
Lesão corporal ou homicídio culposo Código Penal
Processo disciplinar Código de Ética Médica e regimentos do CFM

Essas distinções são fundamentais para compreender a complexidade do chamado “Direito Médico” e para orientar a atuação do advogado, que deve saber exatamente quais instrumentos jurídicos utilizar em cada situação.

Conclusão

Portanto, apesar do título sugestivo, o Direito Médico existe sim, não como um ramo autônomo, mas como um campo que reúne normas de vários ramos aplicadas ao cuidado com a vida e a saúde.

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